Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

POEMA DRACULA

Drácula

 

 

radicalizar
até não mais poder
queria ser como o chão
bruto e chão grudado na própria
carne ser a própria carne sem disfarces
viva ferida ávida
o que for à flor
da carne sem
pele

o mesmo que ser todos os disfarces
emaranhados sem nenhum por trás
o interior das máscaras voltado
para fora todas as máscaras ser
sem mácula

mas quis a vida
e eis-me drácula
da noite ao dia avesso
vampiro se ocultando nas sombras
felino com caninos sedentos
do sangue dos vivos
da vida igual

eis-me crápula

 

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Escrito por: Wilton Cardoso


publicado por Roberta Vampire às 06:19
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