Terça-feira, 22 de Abril de 2008

...

VAMPIRA

Eu,
Objeto de desejos contidos,
Fruto suculento instigando furores libidinosos.
Eu, animal.
Eu, instinto.
Eu...fatal.
Aparentemente bela,
Superficialmente fragil,
Tal qual um frasco de veneno
Que, quebrando, esvai-se pelos solos, tornando-os inferteis,
E, se ingerido,
Torna-se sem soluço.
Veneno do qual varios seres imploram antidoto.
Porem, um morbido prazer me faz nega-lo.
E a crueldade em mim presente torna-me irresistivel a incansaveis seguidores masoquistas.
Só ditos suplicando migalhas do meu amor,
As quais prefiro lançar aos ventos, aos mares,
a Natureza, alcova dos meus segredos,
Que a mim empresta os seus misterios,
E me faz encantadora sugadora de energias
A seu serviço,
A serviço da bola incandescente.
Do inicio do Universo,
Do apice da existencia.
Eu, energia...Eu, bela...Eu, fatal...
Arrasando corpos e colecionando almas,
a procura do encontro supremo,
O encontro com a minha propria existencia...

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Mariliz Marins



publicado por Roberta Vampire às 05:59
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